quinta-feira, 14 de junho de 2012

O fim de uma era. Já era de se esperar!


Nesta quinta-feira, dia 31/05/2012, o jornalismo esportivo do Brasil deixou de lado suas pautas sem tanta importância e parou para noticiar a saída de Ronaldinho Gaúcho do Flamengo. Uma relação que durou 16 meses e teve números nada expressivos, ainda mais por se tratar de um dos grandes craques do futebol mundial – mesmo que em decadência há alguns anos. Em 74 jogos, foram 28 gols e apenas um titulo que contrastou com eliminações pavorosas nas outras competições. Em meados do mês de Dezembro, de 2011, surgiram os rumores do novo destino do jogador e daí em diante, iniciou-se o que pode ser considerado como uma das maiores disputas do futebol brasileiro nos últimos dez anos. Flamengo, Grêmio e Palmeiras buscavam a contratação do jogador enquanto Roberto Assis – ex-jogador, irmão e empresário de Ronaldinho – fazia leilão com os três clubes. No Rio de Janeiro, jornalistas usavam o twitter para divulgar seus furos de reportagem, dando como certa a vinda do astro para o Flamengo, enquanto no Rio Grande do Sul, jornalistas cravavam a volta de “R10” para sua primeira casa. Sem ficar para trás, os ‘videntes’ de São Paulo apostavam a vida pela ida do jogador para o Palmeiras. Uma verdadeira guerra fria, afinal naquele momento, nem mesmo a família Assis Moreira sabia do destino de seu membro mais famoso. Com tantas ‘fontes seguras’, quem levou a melhor foram os jornalistas cariocas com destaque para Cláudio Perrout, da Rádio Globo, e Fábio Azevedo (na época era da Band, foi para a ESPN Brasil e agora está na Rádio Globo), afinal os dois jornalistas que foram vistos como oportunistas que apenas buscavam acertar o destino do atleta, ganharam prestigio e a confiança de seus seguidores por terem bancado, desde o inicio, o Flamengo como vencedor dessa batalha, afinal a fama de permissionário com atletas baladeiros e a oportunidade de firmar residência no Rio de Janeiro, fizeram com que o ex-dono da camisa dez da gávea escolhesse o clube mais popular do Brasil.



Com direito a mais de 15 mil pessoas em sua apresentação, o craque ainda contou com samba e funk no palco e com uma simples frase dita para a multidão, conquistou os fanáticos que ali estavam. “Agora eu sou mengão”. Sim, ele foi Flamengo por um pouco mais de um ano e para a grande maioria, não deixará saudades. Pode até ter sido bom enquanto durou, pois era fácil ver a alegria – mesmo em fases controversas – do torcedor por ter um grande ídolo mundial em sua equipe ao mesmo tempo em que sempre foi notória a ‘dor de cotovelo’ dos rivais, que comemoravam até passe errado e deram festa com este fim totalmente trágico de uma relação que viveu alternando amor e ódio. Agora, Ronaldo de Assis Moreira encontra-se num cenário onde seu futebol encara desconfiança, por conta do momento atual que vive (inegavelmente, um craque) e seu profissionalismo é motivo de debates, teses e resenhas de bar e o nosso blog não poderia deixar de falar disso

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