quinta-feira, 14 de junho de 2012

As marcas na TV brasileira !


Já são nove temporadas – 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011 – em que o Campeonato Brasileiro é disputado na fórmula dos pontos corridos. Em todos estes anos, tivemos 13.343 exibições de partidas – em sua esmagadora maioria, ao vivo – que envolvam os doze principais clubes do país (consequentemente os que mais ficaram na Série A neste período). As emissoras estudadas foram a Rede Globo e a Rede Bandeirantes (no âmbito do sinal aberto) e os canais Sportv e Premiere Futebol Clube (como TV fechada e Pay Per View). Gostaria de frisar que lances dos jogos, ou apenas os gols, passam também em emissoras que não possuem os direitos de transmissão ao vivo, tal como em jornais e revistas – através de registros fotográficos – e da circulação na grande rede de computadores, o que já nos fornece uma dimensão imensa sobre o tamanho e o alcance da divulgação que uma marca presente na camisa de um clube possui.



                        Todos estes dados são retirados da Informídia Pesquisas Esportivas que realiza estes trabalhos para engrandecer o mercado do Marketing Esportivo, principalmente ao nível do futebol. O formato de televisão no Brasil, com nascimento em 1950, sempre foi baseado no sinal aberto, fazendo com que as emissoras – privadas – dependessem do mercado publicitário para se sustentarem. Há, relativamente, pouco tempo que fomos conhecer a TV por assinatura e por fim, o Pay Per View, que possibilita a exibição de todos os jogos do Campeonato Brasileiro. 

O grande investidor do futebol nacional !


Atualmente o Banco BMG patrocina 39 clubes no futebol brasileiro. Marca alcançada, ostentada e detalhada no site da empresa. São nove na principal divisão do futebol brasileiro, sendo cinco ostentando o banco como seu patrocínio principal – master. Se a idéia da empresa era a grande exposição em todas as mídias possíveis, com certeza o objetivo foi alcançado, mas o super domínio dos uniformes brasileiros, vem desagradando um grande número de torcedores, mas há quem defenda a política do “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.


Será que chegam lá ?


Muitos torcedores - de diversos times - manifestaram-se de forma contrária ao banco, que estampa sua marca laranja na camisa dos clubes. Em 99% dos casos, os torcedores não aprovaram a combinação laranja/qualquer cor, e o 1% restante é composto por torcedores que não omitiram opinião nenhuma.
A associação com empresas do ramo financeiro, que não são tidas como de grande porte, acaba gerando custos muito mais elevados para os clubes, afinal estas empresas acabam liberando muito mais dinheiro, com um nível de risco muito menor – mas devolve na mesma moeda, quando cobra os juros exorbitantes, em função da operação de risco realizada anteriormente. Funciona para os clubes, tal como para pessoas físicas – pegou mais dinheiro, com menos burocracia, vai pagar muito mais quando precisar devolver. Estudiosos acreditam que isso acontece pelas más gestões nos clubes, que administram diversas ‘bolas de neve’ e por saberem que são administrações passageiras, sem punições para grandes dívidas, buscam a solução a curto prazo e acabam sempre aumentando o tamanho do problema.

CBF - Só um pouco de dinheiro !


A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) está mais concorrida do que mulher bonita em boteco sujo. Na verdade, o que está sendo disputado é um espaço na camisa da seleção brasileira de futebol. Ao esbarrar na regulamentação da FIFA, que proíbe a exibição de marcas nas camisas das seleções, os patrocinadores disputam espaços nas camisas de treino, agasalhos, backdrops (painel que sempre aparece atrás de quem está sendo entrevistado), placas de publicidade ou o ‘simples’ direito de poder associar a marca ao time que buscará o Hexa em território brasileiro, na Copa de 2014.
Profissionais do mercado, apontam que o Escrete Canarinho arrecada a singela quantia de R$ 220.000.000,00 – por ano. Divididos em diferentes categorias, os patrocinadores buscam fazer parte da possível arrancada brasileira rumo ao título.



No Facebook, os patrocinadores buscam a aproximação do público-alvo com ações promocionais, enquetes, entre outras ferramentas para diminuir a distância entre o torcedor e a seleção brasileira.
A Nike, fornecedora de material esportivo, paga R$ 59,4 milhões/ano. Os cotistas principais são: Vivo (R$ 24,3 Milhões/Ano), Itaú (R$ 27,9 Milhões/Ano) e AMBEV/ Guaraná Antarctica (R$ 24 Milhões/Ano). Existem os cotistas intermediários, time composto por: Tam (R$ 13 Milhões/Ano), DCSet Marketing e Esporte (R$ 8 Milhões/Ano), Chimica Baruel (R$ 1 Milhão/Ano) Gillette (R$ 8,3 Milhões/Ano), Globo (R$ 15,6 Milhões/Ano), Pão de Açúcar/Extra (R$ 8,7 Milhões/Ano), Nestlé, Volkswagen (R$ 10,1 Milhões/Ano), Klefer Produções (R$ 690 mil) e Parmigiani (R$ 1,9 Milhão/Ano).

Os dois lados da super exposição !


Na última quinta-feira o jogador Valdivia, meio-campo do Palmeiras, concedeu entrevista coletiva no Centro de Treinamento do Clube Paulista. O atleta, que foi vítima de um sequestro-relâmpago no dia 07 de Junho, falou com os jornalistas sobre os momentos de tensão em que viveu junto de sua esposa, sob a arma de um sequestrador por quase três horas. Após ser obrigado a sacar mil reais, o meia viveu momentos de tensão e impotência, segundo palavras do próprio Valdivia, quando soube que sua mulher foi desrespeitada pelo bandido, que passou a mãos nos seios de Daniela, por diversas vezes, quando o craque estava ausente – sacando o dinheiro no caixa eletrônico.

Valdivia na coletiva de imprensa


As redes sociais, mais uma vez desempenharam um papel importantíssimo na cobertura do caso e consequentemente, na resolução do crime. Com diversas manifestações de apoio, inclusive de torcedores rivais, o chileno agradeceu e mostrou-se bastante aliviado, por ver o quanto torceram pelo bem-estar de sua família. Com um retrato-falado do bandido, os internautas publicaram diversas postagens com o intuito de buscarem denúncias que pudessem levar ao paradeiro do criminoso.
É nesse ponto que o título da postagem se faz presente, a partir do fato que a grande fama do jogador, fez com que fosse visado pelo bandido e se tornou vítima do sequestro, em contra partida a fama o ajudou a buscar forças em pessoas – na grande maioria, desconhecidas – que fizeram de tudo para passa algum tipo de vibração positiva para os familiares do astro palmeirense.

O fim de uma era. Já era de se esperar!


Nesta quinta-feira, dia 31/05/2012, o jornalismo esportivo do Brasil deixou de lado suas pautas sem tanta importância e parou para noticiar a saída de Ronaldinho Gaúcho do Flamengo. Uma relação que durou 16 meses e teve números nada expressivos, ainda mais por se tratar de um dos grandes craques do futebol mundial – mesmo que em decadência há alguns anos. Em 74 jogos, foram 28 gols e apenas um titulo que contrastou com eliminações pavorosas nas outras competições. Em meados do mês de Dezembro, de 2011, surgiram os rumores do novo destino do jogador e daí em diante, iniciou-se o que pode ser considerado como uma das maiores disputas do futebol brasileiro nos últimos dez anos. Flamengo, Grêmio e Palmeiras buscavam a contratação do jogador enquanto Roberto Assis – ex-jogador, irmão e empresário de Ronaldinho – fazia leilão com os três clubes. No Rio de Janeiro, jornalistas usavam o twitter para divulgar seus furos de reportagem, dando como certa a vinda do astro para o Flamengo, enquanto no Rio Grande do Sul, jornalistas cravavam a volta de “R10” para sua primeira casa. Sem ficar para trás, os ‘videntes’ de São Paulo apostavam a vida pela ida do jogador para o Palmeiras. Uma verdadeira guerra fria, afinal naquele momento, nem mesmo a família Assis Moreira sabia do destino de seu membro mais famoso. Com tantas ‘fontes seguras’, quem levou a melhor foram os jornalistas cariocas com destaque para Cláudio Perrout, da Rádio Globo, e Fábio Azevedo (na época era da Band, foi para a ESPN Brasil e agora está na Rádio Globo), afinal os dois jornalistas que foram vistos como oportunistas que apenas buscavam acertar o destino do atleta, ganharam prestigio e a confiança de seus seguidores por terem bancado, desde o inicio, o Flamengo como vencedor dessa batalha, afinal a fama de permissionário com atletas baladeiros e a oportunidade de firmar residência no Rio de Janeiro, fizeram com que o ex-dono da camisa dez da gávea escolhesse o clube mais popular do Brasil.



Com direito a mais de 15 mil pessoas em sua apresentação, o craque ainda contou com samba e funk no palco e com uma simples frase dita para a multidão, conquistou os fanáticos que ali estavam. “Agora eu sou mengão”. Sim, ele foi Flamengo por um pouco mais de um ano e para a grande maioria, não deixará saudades. Pode até ter sido bom enquanto durou, pois era fácil ver a alegria – mesmo em fases controversas – do torcedor por ter um grande ídolo mundial em sua equipe ao mesmo tempo em que sempre foi notória a ‘dor de cotovelo’ dos rivais, que comemoravam até passe errado e deram festa com este fim totalmente trágico de uma relação que viveu alternando amor e ódio. Agora, Ronaldo de Assis Moreira encontra-se num cenário onde seu futebol encara desconfiança, por conta do momento atual que vive (inegavelmente, um craque) e seu profissionalismo é motivo de debates, teses e resenhas de bar e o nosso blog não poderia deixar de falar disso